quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
domingo, 14 de agosto de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
"Martin Buber, grande nome da Filosoia Personalista, dizia que do encontro entre duas pessoas sempre nasce uma terceira.
A terceira pessoa é uma forma de derramamento de tudo o que nos sobra, e que pela força do encontro fazemos aflorar.
Esse é um princípio simples, por meio do qual podemos explicar as regras de nossos amores. O que gostamos uns nos outros é tudo aquilo que antes era solidão em nós e que depois, pela força do encontro, é iluminado, multiplicado e maravilhosamente partilhado."
A terceira pessoa é uma forma de derramamento de tudo o que nos sobra, e que pela força do encontro fazemos aflorar.
Esse é um princípio simples, por meio do qual podemos explicar as regras de nossos amores. O que gostamos uns nos outros é tudo aquilo que antes era solidão em nós e que depois, pela força do encontro, é iluminado, multiplicado e maravilhosamente partilhado."
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Quando tinha dezesseis, dezesste anos, ela gostava de uma metáfora; tera sido inventada por ela mesma, ela a teria ouvido, lido? pouco importa: queria ser um perfume de rosa, um perfume que se difundisse, que conquistasse, queria atravessar assim todos os homens e, pelos homens, envolver a terra inteira. Perfume difusor de rosa: metáfora da aventura. Essa metáfora apareceu no início de sua vida adulta como a romântica promessa de uma promiscuidade doce, como um convite para uma viagem através dos homens. Mas, por natureza, não era uma mulher nascida para mudar de amantes...
Milan Kundera em A Identidade.
Milan Kundera em A Identidade.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Pronta para o amor
Eu não me perdoaria se não deixasse registrado as emoções de uma noite de domingo, ao escutar Cazuza enquanto voltava pra casa. É como se tivessem acordado as lembranças de uma meninice grávida de sonhos e sentimentos. Agarrei-me num choro de vida tal como um bebê recém-nascido, pois é nele que encontro a figura para traduzir o meu estado de espírito nos últimos meses. Essa vida que vos escreve tem sede de colo do mundo. Cazuza mexe comigo o equivalente a um bloco de carnaval do tamanho da lua. É nele e com ele que me perco ao mesmo tempo que me encontro, converso com a dor e busco incansavelmente a minha verdade através de uma percepção de mundo que elege o amor para governar o pensamento. De fato, "o poeta está vivo com seus moinhos de vento a impulsionar a grande roda da história." Fez e faz parte do meu show.
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